Agosto de 2026 reserva dois grandes eventos para quem acompanha o céu. O primeiro acontece já nesta quarta-feira, 12 de agosto, quando a Lua passará diretamente entre a Terra e o Sol e produzirá um eclipse solar total em uma estreita faixa do Hemisfério Norte. Pouco mais de duas semanas depois, entre a noite de 27 e a madrugada de 28 de agosto, será a vez de um eclipse lunar parcial bastante profundo.

Para os brasileiros, o segundo fenômeno será o mais interessante. O eclipse lunar poderá ser acompanhado de diferentes partes do país, desde que o céu esteja sem nuvens. Durante o máximo, cerca de 96,2% da superfície aparente da Lua ficará dentro da umbra, a região mais escura da sombra terrestre.

Já o eclipse solar total de 12 de agosto terá sua faixa de totalidade passando por áreas como Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Espanha e uma pequena porção de Portugal. Outras partes da Europa, América do Norte e norte da África acompanharão o fenômeno de forma parcial. O Brasil ficará fora da principal área de visibilidade.

Os dois acontecimentos fazem parte da mesma temporada de eclipses e mostram como o alinhamento entre Sol, Terra e Lua pode produzir fenômenos bastante diferentes em um intervalo de apenas algumas semanas.

Quais serão os dois eclipses de agosto de 2026?

O calendário astronômico de agosto inclui um eclipse solar total e um eclipse lunar parcial.

O primeiro acontece em 12 de agosto. O segundo ocorre entre 27 e 28 de agosto.

12 de agosto terá eclipse solar total

No eclipse solar, a Lua passa entre a Terra e o Sol.

Quem estiver exatamente dentro da estreita faixa percorrida pela umbra lunar verá o disco solar desaparecer completamente durante alguns instantes.

Totalidade será restrita a uma pequena faixa

Embora o eclipse seja considerado total globalmente, isso não significa que todas as regiões onde ele é visível verão o Sol completamente encoberto.

A totalidade ocorrerá apenas dentro de uma faixa que atravessa o norte da Rússia, Groenlândia, Islândia, Oceano Atlântico, Espanha e uma pequena região de Portugal.

27 e 28 de agosto terão eclipse lunar parcial

Cerca de duas semanas depois, a configuração será praticamente oposta.

A Terra ficará entre o Sol e a Lua, projetando sua sombra sobre o satélite natural.

Quase toda a Lua ficará dentro da sombra

Apesar de tecnicamente ser classificado como parcial, o eclipse será extremamente profundo.

Segundo os cálculos divulgados pelo Time and Date, aproximadamente 96,2% da área aparente da Lua ficará coberta pela umbra terrestre durante o máximo.

Quando será o eclipse solar de agosto?

O eclipse solar ocorrerá em 12 de agosto de 2026.

A sombra da Lua atravessará diferentes regiões do Hemisfério Norte ao longo do dia.

Onde o eclipse será total?

A NASA informa que a faixa de totalidade atravessará Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, parte do Atlântico, Espanha e uma pequena área de Portugal.

Espanha terá um dos melhores pontos de observação

Parte da Espanha estará dentro da faixa na qual a Lua esconderá completamente a superfície visível do Sol.

Em cidades espanholas situadas na trajetória, a totalidade ocorrerá no final da tarde e início da noite, pouco antes do pôr do Sol.

Quanto tempo vai durar o eclipse solar total?

A duração depende da localização do observador.

Segundo a NASA, para a maior parte das pessoas que estiverem dentro da faixa de totalidade, o Sol permanecerá completamente coberto por menos de dois minutos.

Máximo ficará abaixo de dois minutos e meio

Em regiões próximas ao centro da trajetória, como pontos da Groenlândia, Rússia e Atlântico Norte, a totalidade poderá durar um pouco mais.

Ainda assim, ela ficará abaixo de dois minutos e meio.

Fenômeno completo dura muito mais

Antes e depois da totalidade existe a fase parcial.

Durante esse período, a Lua vai gradualmente cobrindo o Sol e depois se afastando.

Por isso, uma pessoa pode acompanhar o eclipse durante muito mais tempo do que os poucos minutos em que ocorre a totalidade.

O eclipse solar poderá ser visto do Brasil?

O evento principal de 12 de agosto estará concentrado no Hemisfério Norte.

A NASA indica que as regiões de visibilidade parcial abrangem principalmente América do Norte, Europa e norte da África, enquanto a faixa de totalidade passa por Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e Portugal.

Brasil fica fora da faixa principal de observação

A reportagem da GZH também destaca que o eclipse solar total desta quarta-feira não poderá ser acompanhado do Brasil.

Transmissões permitirão acompanhar pela internet

Mesmo fora da faixa de visibilidade, brasileiros poderão acompanhar imagens do fenômeno por transmissões realizadas a partir dos países localizados na trajetória.

A NASA anunciou uma cobertura ao vivo do eclipse de 12 de agosto.

Onde será possível ver o eclipse solar?

O fenômeno alcançará uma extensa área, embora apenas uma pequena parcela veja a totalidade.

Groenlândia estará na faixa central

Parte da Groenlândia estará em posição privilegiada para observar o Sol sendo completamente encoberto pela Lua.

Islândia também verá a totalidade

O caminho da sombra passará sobre a Islândia, incluindo áreas próximas à capital Reykjavík.

Espanha terá eclipse próximo ao pôr do Sol

Na Espanha, o fenômeno ocorrerá no fim do dia.

A NASA destaca que o Sol estará muito próximo do horizonte quando a totalidade acontecer em parte do país.

Portugal terá uma pequena área de totalidade

Uma pequena região no extremo noroeste português também ficará dentro da faixa na qual o Sol será completamente encoberto.

É seguro olhar para o eclipse solar?

Não durante as fases parciais.

Olhar diretamente para o Sol sem proteção adequada pode causar lesões graves nos olhos.

Óculos escuros comuns não servem

A NASA alerta que óculos de sol tradicionais não oferecem a proteção necessária para observação direta.

Filtros específicos para eclipses devem atender ao padrão internacional apropriado para observação solar.

Câmeras e telescópios também precisam de filtro

Equipamentos ópticos concentram ainda mais a radiação solar.

Por isso, câmeras, telescópios e binóculos precisam utilizar filtros solares apropriados instalados na parte frontal do instrumento.

Quando será o eclipse lunar de agosto?

O segundo eclipse acontece entre 27 e 28 de agosto de 2026.

No Brasil, a parte mais interessante ocorre durante a noite do dia 27 e a madrugada de sexta-feira, 28.

Fase penumbral começa na noite do dia 27

Considerando o horário de Brasília, a fase penumbral começa por volta das 22h23 de 27 de agosto.

Nesse momento, a Lua entra na região mais externa e menos escura da sombra terrestre. Os efeitos podem ser difíceis de perceber a olho nu inicialmente. Os horários globais calculados para o evento começam às 01h23 UTC de 28 de agosto.

Eclipse parcial começa por volta das 23h33

A mudança ficará muito mais evidente quando a Lua começar a entrar na umbra.

No horário de Brasília, essa etapa começa aproximadamente às 23h33 de 27 de agosto, correspondente às 02h33 UTC.

Máximo acontece por volta de 1h12

O auge está previsto para aproximadamente 1h12 da madrugada de 28 de agosto, no horário de Brasília.

Será nesse momento que a maior parte do disco lunar estará coberta pela sombra mais escura da Terra.

Quanto da Lua ficará encoberto?

O fenômeno será muito próximo de um eclipse total.

Os cálculos indicam que aproximadamente 96,2% da superfície aparente da Lua estará dentro da umbra durante o máximo.

Eclipse terá magnitude de 0,930

A magnitude umbral será de aproximadamente 0,930.

Esse número representa a fração do diâmetro lunar atravessada pela umbra terrestre.

Apenas uma pequena região ficará fora da umbra

Como a porcentagem de obscurecimento é muito elevada, apenas uma pequena parte da Lua permanecerá fora da região mais escura da sombra durante o máximo.

Isso deverá produzir um aspecto visual bastante marcante.

A Lua ficará vermelha?

É possível que uma parte do disco apresente tons avermelhados ou alaranjados.

Isso acontece porque uma pequena quantidade de luz solar atravessa a atmosfera terrestre e é desviada em direção à Lua.

Efeito é mais conhecido nos eclipses totais

A tonalidade avermelhada fica especialmente evidente quando toda a Lua está mergulhada na umbra.

Como o eclipse de 28 de agosto será parcial, uma pequena região continuará recebendo iluminação direta do Sol.

96% de cobertura pode produzir aparência dramática

Por ser um eclipse parcial muito profundo, a diferença entre a pequena região iluminada e a grande área mergulhada na sombra deverá chamar atenção.

O Time and Date descreve o evento como um eclipse parcial extremamente profundo e próximo de uma configuração total.

O eclipse lunar poderá ser visto em todo o Brasil?

Sim.

A GZH informa que o eclipse lunar parcial poderá ser acompanhado em todos os Estados brasileiros, desde que as condições meteorológicas permitam.

Brasil estará no lado noturno da Terra

Ao contrário do eclipse solar, um eclipse lunar pode ser observado simultaneamente em uma área muito maior.

Basta que a Lua esteja acima do horizonte enquanto o fenômeno ocorre.

Horários mudam conforme o fuso

Como o Brasil possui diferentes fusos horários, o horário indicado no relógio muda entre determinadas regiões.

O instante físico do eclipse, porém, será o mesmo para todos.

São Paulo verá o eclipse?

Sim.

Em São Paulo, a fase parcial começará às 23h33 de 27 de agosto e o máximo será alcançado por volta de 1h12 de 28 de agosto.

Lua estará alta no céu

Durante o máximo, a Lua estará bem posicionada no céu paulistano, favorecendo a observação caso não haja nuvens.

Não é preciso sair da cidade

Diferentemente de uma chuva de meteoros, a poluição luminosa não impede necessariamente a observação de um eclipse lunar.

A Lua é suficientemente brilhante para ser acompanhada mesmo em regiões urbanas.

Manaus também poderá acompanhar?

Sim.

Em Manaus, o evento começa mais cedo no relógio local devido ao fuso horário.

O máximo está previsto para aproximadamente 0h12 de 28 de agosto, no horário local do Amazonas.

Fenômeno poderá ser visto de diferentes regiões

A possibilidade de observação se estende pela América do Sul, América do Norte, partes da Europa, África e outras regiões onde a Lua estará acima do horizonte.

Mais de 3 bilhões poderão ver alguma fase

Estimativas do Time and Date indicam que cerca de 3,34 bilhões de pessoas estarão em regiões de onde pelo menos uma parte da fase parcial poderá ser observada.

Quanto tempo vai durar o eclipse lunar?

Considerando todas as etapas, o evento terá duração superior a cinco horas.

A fase penumbral começa às 01h23 UTC e termina às 07h01 UTC de 28 de agosto.

Fase parcial dura mais de três horas

A Lua começa a entrar na umbra às 02h33 UTC e sai completamente dessa região às 05h51 UTC.

A fase parcial, portanto, dura aproximadamente três horas e 18 minutos.

Máximo ocorre quase no meio do evento

O ponto máximo acontece às 04h12 UTC, equivalente a aproximadamente 1h12 no horário de Brasília.

Precisa de telescópio para observar?

Não.

Um eclipse lunar é perfeitamente visível a olho nu.

Binóculos podem melhorar os detalhes

Quem possuir um binóculo poderá observar melhor a passagem da sombra pela superfície lunar.

Telescópios revelam crateras

Com um pequeno telescópio, é possível acompanhar a sombra terrestre avançando sobre crateras e outras formações da superfície da Lua.

O equipamento, porém, não é obrigatório.

É perigoso olhar para o eclipse lunar?

Não.

Ao contrário do eclipse solar, eclipses lunares podem ser observados diretamente sem proteção especial para os olhos.

Não existe risco causado pela luz da Lua

Durante o fenômeno, a Lua apenas recebe menos luz solar do que normalmente.

Câmeras também podem ser usadas normalmente

Não são necessários filtros solares para fotografar um eclipse lunar.

Isso torna o evento especialmente acessível para observadores iniciantes.

Por que os dois eclipses acontecem com poucos dias de diferença?

A proximidade não é uma coincidência.

Eclipses costumam ocorrer durante períodos chamados de temporadas de eclipses.

Primeiro ocorre na Lua nova

O eclipse solar de 12 de agosto acontece durante a Lua nova.

Nessa configuração, a Lua fica entre a Terra e o Sol.

Segundo acontece na Lua cheia

Cerca de duas semanas depois, a Lua estará do lado oposto de sua órbita.

É nessa configuração de Lua cheia que a Terra pode ficar alinhada entre o Sol e o satélite e produzir um eclipse lunar.

Por que não há eclipses todos os meses?

Se a órbita da Lua estivesse exatamente no mesmo plano da órbita da Terra ao redor do Sol, eclipses poderiam acontecer praticamente todos os meses.

Mas isso não ocorre.

Órbita lunar é inclinada

Na maioria das luas novas, a Lua passa um pouco acima ou abaixo do alinhamento necessário para bloquear o Sol.

Da mesma forma, durante a maior parte das luas cheias, a Lua passa fora da sombra terrestre.

Alinhamento precisa ocorrer perto dos nós

Os eclipses acontecem quando as fases de Lua nova ou cheia coincidem com regiões específicas da órbita em que os planos orbitais se cruzam.

É por isso que os fenômenos aparecem agrupados em temporadas.

Agosto terá ainda chuva de meteoros

O período também será movimentado por outro fenômeno astronômico.

As Perseidas atingem o máximo entre 12 e 13 de agosto.

Pico coincide com o eclipse solar

O auge da chuva ocorre praticamente na mesma data do eclipse solar total.

São fenômenos independentes, mas a coincidência torna a semana especialmente movimentada para a astronomia.

Lua nova favorece os meteoros

Como 12 de agosto corresponde à Lua nova, o brilho lunar não deverá atrapalhar significativamente a observação das Perseidas nas regiões do planeta onde a chuva estiver bem posicionada.

Agosto será um dos meses astronômicos mais movimentados de 2026

Em menos de três semanas, o céu terá uma combinação incomum de eventos.

No dia 12, um eclipse solar total cruzará partes do Hemisfério Norte. Na mesma época, a chuva de meteoros Perseidas estará em seu máximo. Entre os dias 27 e 28, um eclipse lunar parcial muito profundo poderá ser observado no Brasil e em grande parte das Américas.

Para os brasileiros, a principal data a anotar será a madrugada de 28 de agosto.

A Lua começará a entrar na região mais escura da sombra terrestre ainda na noite anterior e alcançará seu máximo aproximadamente às 1h12 pelo horário de Brasília. Nesse momento, cerca de 96,2% do disco lunar estará mergulhado na umbra.

Ao contrário de muitos fenômenos astronômicos, não será preciso fugir das grandes cidades, comprar telescópio ou utilizar equipamentos especiais. Se o céu estiver aberto, basta procurar a Lua e acompanhar lentamente a sombra da Terra avançando sobre sua superfície.

FAQ

Quantos eclipses acontecerão em agosto de 2026?

Serão dois: um eclipse solar total em 12 de agosto e um eclipse lunar parcial entre 27 e 28 de agosto.

Quando será o eclipse solar de agosto de 2026?

O eclipse solar total acontece na quarta-feira, 12 de agosto de 2026.

O eclipse solar de 12 de agosto será visível no Brasil?

A faixa principal do fenômeno ficará no Hemisfério Norte. A totalidade será observada em partes da Rússia, Groenlândia, Islândia, Espanha e uma pequena área de Portugal. A GZH informa que o eclipse solar total não poderá ser observado do Brasil.

Onde o eclipse solar será total?

A totalidade passará por áreas do norte da Rússia, Groenlândia, Islândia, Oceano Atlântico, Espanha e uma pequena região de Portugal.

Quando será o eclipse lunar de agosto?

O eclipse lunar parcial acontece entre a noite de 27 e a madrugada de 28 de agosto de 2026.

O eclipse lunar será visível no Brasil?

Sim. O fenômeno poderá ser observado de todos os Estados brasileiros, desde que o céu esteja limpo.

Que horas começa o eclipse lunar no Brasil?

No horário de Brasília, a fase penumbral começa aproximadamente às 22h23 de 27 de agosto e a fase parcial começa por volta das 23h33.

Que horas será o auge do eclipse?

O máximo ocorrerá por volta de 1h12 da madrugada de 28 de agosto no horário de Brasília.

Quanto da Lua ficará encoberto?

Cerca de 96,2% da superfície aparente da Lua ficará dentro da umbra terrestre durante o máximo.

Será um eclipse lunar total?

Não. Ele será classificado como eclipse lunar parcial, embora seja muito profundo e se aproxime bastante de uma cobertura total.

A Lua poderá ficar vermelha?

Parte da Lua poderá apresentar tonalidades avermelhadas durante o fenômeno, especialmente nas regiões cobertas pela sombra terrestre.

Precisa de telescópio?

Não. O eclipse lunar poderá ser observado a olho nu. Binóculos e telescópios são opcionais e servem apenas para ampliar os detalhes.

É seguro olhar para o eclipse lunar?

Sim. Não é necessário utilizar proteção ocular para acompanhar um eclipse lunar.

É seguro olhar para o eclipse solar?

Somente com filtros próprios para observação solar durante as fases parciais. Óculos de sol comuns não oferecem proteção suficiente.

Posso usar o celular para fotografar o eclipse lunar?

Sim. Um tripé ou apoio pode ajudar a produzir imagens mais estáveis, principalmente se o aparelho utilizar exposições mais longas.

O eclipse acontece na mesma época das Perseidas?

Sim. O eclipse solar ocorre em 12 de agosto, enquanto o pico da chuva de meteoros Perseidas está previsto para 12 e 13 de agosto.

Por que acontecem dois eclipses tão próximos?

Porque eles pertencem à mesma temporada de eclipses. O eclipse solar ocorre na Lua nova e, aproximadamente duas semanas depois, o alinhamento da Lua cheia permite a ocorrência do eclipse lunar.